Book Review: A Lua de Joana - Maria Teresa Maia Gonzalez (Original: 03.03.2025)
- Jan 26
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Post original: 03.03.2025
Sinopse do Goodreads:
Lisboa, 28 de agosto Faz hoje um mês que tu… Não sou ainda capaz de dizer a palavra. Joana, treze anos, acaba de perder Marta, a sua melhor amiga, vítima de uma overdose… e agora? Joana não sabe como lidar com o acontecimento. Resolve então escrever-lhe, como se fosse um diário. Nele, Joana encontra um refúgio para as suas preocupações e ansiedade. Será suficiente? em casa reina o conforto material e uma família ausente. o que fazer? Não está ninguém em casa.
Pontuação:

Tenho de contar uma coisa “engraçada”: Li este livro com duas amigas minhas quando tínhamos 13 ou 14 anos (ainda são as minhas melhores amigas). Eu sou a Rita, elas - a Marta e a Joana. Neste livro temos:
A Joana – personagem principal que perdeu a melhor amiga.
A Marta – A melhor amiga que morreu com uma overdose.
A Rita – A rapariga que levou a Marta para as drogas.
Na altura, ficámos aquele meme da Euphoria:

Mas, felizmente, não tínhamos nada a ver com esta história. Agarrei neste livro porque tinha curiosidade de o ler do ponto de vista de uma mulher adulta em 2025. Não sei se é a nostalgia, mas adorei a experiência tal como quando era adolescente.
Another fun fact: o livro foi publicado em 1995. Sabem quem nasceu nesse ano? A Rita, a Marta e a Joana.
Existem certos temas que não eram falados tão abertamente nos anos 90. Penso que a overdose acidental de uma rapariga de 13 anos fosse um deles. Talvez ainda hoje possa ser. Agradeço à Maria Teresa Maia Gonzalez por escrever sem receio, ou se o teve, ter ido em frente na mesma.
Uma das ideias principais que penso que o livro quer transmitir é algo que ainda hoje é difícil de compreender, mas nos 90 ainda mais: Nunca digas desta água não beberei. Nem todos os toxicodependentes nasceram na rua ou em famílias disfuncionais. A tua vizinha que tem a família com o Golden Retriever, que tira boas notas e diz “bom dia” e “boa tarde” pode estar a andar por maus caminhos. A precisar de ajuda.
A cereja no topo do bolo, para mim, é a narração da Joana. Adoro a personagem e era capaz de ler ainda mais páginas e páginas das suas cartas.
Ao fim destes anos todos, continua a ser uma das minhas leituras favoritas.





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