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Sobre mim 

Bookworm, cafeína-dependente e swiftie. 

Criei este blog para poder falar dos livros que vou lendo e para alimentar esta minha doença. Inicialmente, o blog foi criado em 2023 no Sapo Blogs (RIP). 

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Book Review: Bright Young Women - Jessica Knoll (Original: 20.05.2024)

  • Jan 25
  • 3 min read

Post original: 20.05.2024


Sinopse do Goodreads:

Um romance extraordinário inspirado na irmandade da vida real visada pelo primeiro serial killer famoso da América na sua última onda de assassinatos. Janeiro de 1978. Um serial killer aterrorizou mulheres em todo o noroeste do Pacífico, mas a sua existência não poderia estar mais longe das mentes das jovens vibrantes da principal irmandade do campus da Florida State University em Tallahassee. Esta noite é uma noite de promessa, excitação e desejo, mas Pamela Schumacher, presidente da irmandade, toma a decisão impopular de ficar em casa – uma decisão que involuntariamente salva a sua vida. Acordada assustada às 3 da manhã por um som estranho, ela toma a fatídica decisão de investigar. O que ela encontra atrás da porta é uma cena de violência implausível – duas das suas irmãs mortas; outras duas, mutiladas. Nos dias seguintes, Pamela é envolvida num mistério aterrorizante inspirado no crime que cativou o interesse público por mais de quatro décadas. Do outro lado do país, Tina Cannon encontrou paz em Seattle após anos de dificuldades. Um encontro casual traz Ruth Wachowsky, de 25 anos, para a sua vida, uma jovem com os seus próprios segredos dolorosos, e as duas formam uma conexão instantânea. Quando Ruth desaparece do Parque Estadual Lake Sammamish em plena luz do dia, cercada por milhares de banhistas num lindo dia de verão, Tina dedica-se a descobrir o que lhe aconteceu. Quando ela sabe da tragédia em Tallahassee, ela sabe que é o homem que os jornais chamam de All-American Sex Killer. Determinada a fazê-lo responder pelo que fez a Ruth, ela viaja para a Flórida em rota de colisão com Pamela – e uma última tragédia iminente. Bright Young Women é a história de duas mulheres de lados opostos do país que se tornam irmãs na sua busca fervorosa pela verdade. Propõe uma nova narrativa inspirada em evidências que foram encobertas durante décadas a favor de manchetes mais vendáveis ​​– de que o chamado serial killer brilhante e carismático de Seattle era muito mais mediano do que os incontáveis ​​livros, filmes e especiais do horário nobre nos levaram a acreditar, e que foram as mulheres cujas vidas ele interrompeu que foram as excecionais.

Pontuação: 




Uau.


Quando comecei a ler este livro pensava que era mais uma história sobre um serial killer fictício, esta falha é derivada do meu hábito de ignorar ao máximo sinopses de thrillers.


A verdade é que Bright Young Women é inspirado em factos reais relacionados com os homicídios cometidos por Ted Bundy. Ao longo da história, a autora nunca menciona o nome dele. É uma forma de o diminuir e enaltecer as vítimas. Porque é sobre elas que este livro fala.


Interesso-me bastante por true crime e, como muitas pessoas neste mundo, tinha em mente que o Ted Bundy tinha sido uma pessoa extremamente inteligente, carismática e charmosa. Porque é que eu tinha esta ideia? Porque foi assim que os media o retrataram desde sempre.


Mas basta investigar um bocadinho para perceber que não era bem assim. As mulheres que ele abordava não o achavam charmoso, achavam-no estranho. Ele não era um promissor advogado, ele falhou completamente a nível académico. Ele não era um génio do mal…ele era um homem que odiava mulheres.


Ele atacava jovens com futuros promissores porque representavam tudo aquilo que o intimidava: Mulheres inteligentes, fortes e independentes.


A maior parte das personagens deste livro são fictícias, mas inspiradas em pessoas reais. Principalmente, a jovem sobrevivente do ataque na irmandade da Universidade da Flórida em Tallahassee.  


Faz-nos pensar nas vítimas, mas principalmente nas sobreviventes. Mulheres que escaparam a este ser degradável e que tiveram de passar o resto da vida a ouvir nos meios de comunicação o quão “inteligente e bonito” era aquele homicida. E pior: Ver outras mulheres a “apaixonarem-se” por ele.


Kathy Kleiner, uma das sobreviventes do ataque em Tallahassee e a pessoa cuja entrevista para a Rolling Stone inspirou a autora a escrever este livro, criou uma conta no Twitter e a primeira mensagem que recebeu veio de uma conta de fãs de Ted Bundy (sim, de fãs!) e simplesmente dizia “Oh, there you are Kathy”. É doentio.


Até agora, este foi o meu livro preferido que li em 2024.  


 
 
 

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