Book Review: Crying in H Mart - Michelle Zauner (Original: 16.08.2023)
- Jan 25
- 3 min read

Post original: 16.08.2023
Sinopse do Goodreads:
Nesta requintada história de família, comida, luto e resistência, Michelle Zauner prova ser muito mais do que uma deslumbrante cantora, compositora e guitarrista. Com humor e emoção, ela conta como cresceu como a única criança asiático-americana na sua escola em Eugene, Oregon; de lutar com as altas expectativas particulares da sua mãe em relação a ela; de uma adolescência dolorosa; dos meses preciosos passados no minúsculo apartamento da sua avó em Seul, onde ela e a sua mãe se relacionavam, pela noite fora, a comer pratos cheios de comida. Conforme ela crescia, e se mudava para a Costa Leste para a faculdade, a encontrar trabalho na indústria da restauração e a fazer shows com sua banda iniciante - e a conhecer o homem que se tornaria o seu marido - o seu lado coreano começou a parecer cada vez mais distante. Foi o diagnóstico de cancro pancreático terminal da sua mãe, quando Michelle tinha 25 anos, que forçou um reconhecimento da sua identidade e a levou a recuperar os dons de bom gosto, linguagem e história que a sua mãe lhe dera. Vivaz e franco, lírico e honesto, a voz de Zauner é tão radiantemente viva na página quanto no palco. Rico em histórias íntimas que irão ressoar amplamente e completo com fotos de família, Crying in H Mart é um livro para apreciar, compartilhar e reler.
Pontuação:

Será possível um livro dar fome e vontade de chorar ao mesmo tempo?
Sim. Este livro faz isso.
Normalmente quando leio uma autobiografia, é sempre sobre alguém que admiro ou por pura cusquice (Open Book da Jessica Simpson ao qual dei 5 estrelas e me surpreendeu imenso) mas, neste caso, eu não sabia quem era a Michelle Zauner nem a sua banda, Japanese Breakfast.
Ao longo das páginas deste livro, a Michelle conta a sua história e como lidou com o meu pior pesadelo: perder a mãe. Tal como eu, ela é filha única e teve de se debater com uma questão que me assombra o pensamento…não tenho irmãos, por isso, ninguém além de mim vai saber o que é perder aquela pessoa como mãe. Vão saber o que é perder uma tia, uma irmã, uma prima...mas não como mãe. É algo que vou ter de enfrentar sozinha e foi isso que aconteceu com a Michelle. Talvez por este motivo, o livro fez-me chorar logo nas primeiras páginas.
Um dos pontos chave neste livro é a forma como a comida coreana tem um papel muito importante na ligação mãe e filha, mesmo depois da mãe da Michelle falecer. Ela usa as descrições da comida e dos cozinhados para nos por água na boca e, principalmente, como metáforas para os acontecimentos da sua vida.
A par do luto, também acompanhamos a batalha interior da autora com a sua ascendência. Com pai branco e mãe asiática, nos USA, é coreana. Na Coreia do Sul, é americana. Em criança tenta esconder a parte coreana, em adulta teme que não seja “visível”.
Ouvi o audiobook que é narrado pela autora. Esta é a minha forma preferida de ler autobiografias pois não há formato mais íntimo do que este. Como já disse anteriormente, não gosto de comentar sobre livros autobiográficos porque sinto que não tenho direito a avaliar a vida de ninguém, mas as minhas 4,5 estrelas vão para a experiência fantástica que foi ler este livro.






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