Book Review: Deep Cuts - Holly Brickley (Original: 10.05.2025)
- Jan 26
- 2 min read

Post original: 10.05.2025
Sinopse do Goodreads:
É sexta-feira à noite num bar do campus de Berkeley, outono de 2000, e Percy Marks está a pontificar sobre música novamente. Hall e Oates está a tocar na jukebox, e Percy — que não tem talento para música, apenas muitas opiniões sobre ela — não consegue parar de analisar demasiado a música, entregando-se ao que sabe ser o seu hábito mais irritante. Mas algo está diferente esta noite. O rapaz ao lado dela no bar, o colega Joe Morrow, é compositor. E ele poderia ouvir Percy falar a noite toda. Joe pede feedback a Percy sobre uma das suas músicas — e os resultados dão início a uma parceria que durará anos, acenderá novas paixões em ambos e esmagará os seus egos repetidamente. A colaboração deles vale o custo? Ou está a impedir que Percy encontre a sua própria voz? Passando de bares em Brooklyn para pistas de dança em São Francisco, Deep Cuts examina a natureza do talento, da obsessão, do pertencimento e, acima de tudo, da nossa necessidade de sermos ouvidos.
Pontuação:

Deep Cuts apareceu no meu radar depois de ter visto um post do Nuno Markl sobre o livro. Achei que seria uma leitura leve e engraçada.
Adorei o facto da história se passar no inicio dos anos 2000. Senti uma nostalgia por uma época que vivi como criança, mas que nunca experienciei como jovem adulta. O livro transportou-me para lá e isso é uma das coisas que me apaixona na literatura.
Eu identifiquei-me muito com a Percy. A forma como ela fala de música apesar de não ser cantora nem de tocar algum instrumento foi uma representação da minha adolescência. Foi a primeira vez que sublinhei frases no Kindle. Acho que a minha relação com a música nunca tinha sido tão bem explicada:
There were people who could make something like “Surf’s Up”, I decided— people with talent—and there were people like me who could only appreciate it. But at least I had that. I could appreciate “Surf’s Up” so hard. I could live on the way that music feel, its endless unfurling of emotion and possibility, like a private magic carpet I could ride into my future.
Mas não foi só em termos musicais que me identifiquei com a Percy. Foi também a nível sentimental. Às vezes pensava mesmo que eramos a mesma pessoa.
I tried to cry but the misery had become too flat inside me, too normal.
A relação dela com o Joe por vezes dava-me um frio na barriga. A relembrar coisas que passei em antigas relações. Este livro foi muito especial. A minha única critica negativa é a seguinte: Achei o final muito abrupto. Estava à espera de que o futuro das personagens fosse mais explorado. Pensei que ia passar para o último capítulo e, de repente, dou por mim nos agradecimentos.
Já está a ser desenvolvido um filme baseado no livro. Com a Saoirse Ronan (loveeeeee) e o Austin Butler (meh…).





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