Book Review: Over The Influence - Joanna "Jojo" Levesque (Original: 16.06.2025)
- Jan 26
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Post original: 16.06.2025
Sinopse do Goodreads:
Um livro de memórias incrivelmente sincero de Joanna "JoJo" Levesque, a artista multiplatinada e líder dos tops por trás de sucessos como "Leave (Get Out)", "Too Little, Too Late" e a vencedora do Grammy "Say So". Com um grande contrato com uma gravadora com apenas 12 anos, JoJo alcançou o topo dos tops com influências pop e R&B em meados dos anos 2000. A sua juventude e o apelo da sua mística de rapariga descolada renderam-lhe milhões de fãs ao redor do mundo. JoJo era uma superestrela inegável e uma figura incontornável na cultura pop, abrangendo papéis em grandes filmes de estúdio, onipresença nas rádios Top 40, capas de revistas frequentes e aparições na TV nacional. Então, do nada, tudo parou e JoJo aparentemente saiu dos holofotes, deixando muitos fãs para trás. O que aconteceu com JoJo? Em OVER THE INFLUENCE, JoJo não se contém ao trazer a sua história de adversidade e triunfo, contra todas as probabilidades, para o centro do palco. De ter sido criada por pais que lutavam contra o vício e a depressão, a sair vitoriosa de um processo judicial interminável contra a sua gravadora, a juntar os pedaços fragmentados de si mesma após um período enlouquecedor de rebelião e autotraição, ela conduz o leitor pelos anos turbulentos que a levaram a lançar novas músicas sob o seu próprio selo, a se apresentar em concertos e festivais ao redor do mundo, ser a atração principal de um espetáculo na Broadway e muito mais. Neste olhar cru e direto dos bastidores da sua vida, tanto pessoal quanto profissional, a vulnerabilidade inabalável de JoJo permite que os leitores se conectem com ela a um nível totalmente novo por meio de histórias de sucesso, desilusão amorosa, redenção e resiliência. Mais do que uma volta da vitória de uma artista com mais de duas décadas numa indústria do entretenimento em constante mudança, OVER THE INFLUENCE é um grito de guerra sem remorso para qualquer um que já teve medo de falhar e ainda assim disse: "Contem comigo".
Pontuação:
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Como já é habitual, não dou pontuações a autobiografias. Se gostar muito, dou no Goodreads para contribuir para a média. Mas, de um modo geral, não gosto de avaliar a vida de ninguém.
Quando vi a Jojo pela primeira vez — no vídeo de “Leave (Get Out)” — ela tinha 13 anos e eu tinha 9. Para mim, ela era uma adolescente “grande”. Praticamente uma mulher.
Anos mais tarde, quando descobri que ela tinha 13 anos naquele vídeo, fiquei parva.
Se formos da mesma geração, vão lembrar-se dessa música e de outras como “Too Little Too Late” e “How To Touch a Girl”. Nunca fui mega fã da Jojo mas algumas músicas dela estavam sempre presentes na minha playlist do mp3. E lembro-me de tentar cantar como ela. Na minha cabeça, eu conseguia.
Mas os anos passaram e a Jojo “desapareceu”. Agora que sou adulta e swiftie, compreendo um pouco melhor como um artista pode ficar “preso” por causa de um mau contracto. Depois do segundo álbum da Jojo, eu achava que ela tinha desaparecido porque é isso que acontece com muitos artistas. Têm os seus 15 minutos de fama e depois passa. Não sabia que ela estava impedida de lançar música.
Numa indústria em que a juventude é estupidamente valorizada, a Jojo teve de ver os seus 20 a passarem sem poder lançar o seu terceiro álbum. E, quando finalmente o fez, foi apenas uma voz a cantar músicas que a editora achava que ela devia cantar. Não teve liberdade artística.
Nós swifties estamos muito familiarizados com o conceito de regravar músicas. Mas antes da Taylor, a Jojo já o tinha feito. Regravou os seus dois primeiros álbuns e eu lembro-me de estar a par disso na altura. Mas não percebia bem o porquê de ela o estar a fazer.
Esta autobiografia foi muito interessante. A experiência de vida da Jojo pode ser semelhante a muitas outras — menor de idade que alcança o sucesso muito cedo e é explorada pela indústria — mas cada uma dessas histórias é única e vale sempre a pena ouvir.
Também é engraçado conhecer verdadeiramente a artista. A ideia que eu tinha da Jojo era aquela que a editora nos vendeu nos anos 2000s. Mas a realidade é bem diferente.
P.S. – Vocês também se lembram de ouvirem que a Jojo era sobrinha do Triple H da WWE? Esse rumor deve ter começado por terem o mesmo apelido, mas não é verdade. Eu acreditava mesmo nisso.






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